sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

VER ALÊM

Um homem foi chamado à praia para pintar um barco. Trouxe tinta e pincéis e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer.
Enquanto pintava, notou que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Procurou e descobriu que a causa do vazamento era um buraco e o consertou.
Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.
No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e lhe entregou um cheque de grande valor.
O pintor ficou surpreso e disse:
- O senhor já me pagou pela pintura do barco.
- Mas isto não é pelo trabalho de pintura – disse o homem – é por ter consertado o vazamento do barco.
- Foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar. – acrescentou o pintor – Certamente o senhor não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!
- Meu caro amigo, você não compreendeu. – disse o proprietário do barco – Deixe-me contar-lhe o que aconteceu. Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois me lembrei que o barco tinha um furo. Grande foi meu alívio e minha alegria quando os vi retornando, sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado. Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua “pequena” boa ação…
Se em nossa ação diária fizermos como aquele pintor, certamente o mundo pode ser diferente. Muitas vezes nos limitamos nossas ações apenas à nossa obrigação. Fazer o que nos compete, com disposição e zelo, é apenas cumprir um dever.
Analise muito bem uma situação e veja se é preciso que você faça algo além do seu dever, um “algo mais”, sem que ninguém peça.

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