terça-feira, 14 de janeiro de 2014

NÃO FECHE OS OUVIDOS




"Eles, porém, não quiseram atender, e rebeldes Me deram as costas, e ensurdeceram os seus ouvidos, para que não ouvissem." Zacarias 7:11.

Sete crianças e nove adultos se refugiaram no telhado da casa da família Green e oravam por suas vidas. Estavam ensopados até os ossos com a água da chuva. Ventos furiosos rasgavam sua roupa e açoitavam seu cabelo. Ondas gigantescas sacudiam a casa debaixo deles.
Momentos antes eles tinham estado em reunião na sala de estar quando a tormenta começou. A casa ficou inundada e eles correram para o sótão. Mesmo ali não se sentiram seguros em virtude da água que subia. Os homens abriram um buraco no teto e todos subiram para a superfície inclinada do telhado.
Subitamente, uma grande parte da casa ruiu e eles se viram flutuando à mercê das poderosas ondas. Miraculosamente os ventos os impeliram para uma parte alta da praia e os depositaram ali. Todas as 16 pessoas foram salvas.
Mas nem todos foram tão afortunados. O pior furacão que se abateu sobre o nordeste dos Estados Unidos matou 600 pessoas e deixou 60 mil desabrigadas.
Muitas vidas mais poderiam ter sido salvas não tivessem as pessoas fechado os ouvidos às advertências feitas no dia 19 de setembro de 1938. Nesse dia, o furacão passou pela costa da Flórida assustando a população, mas sem atingir o continente. Grady Norton, do Instituto de Meteorologia de Jacksonville, predisse que o Estado de Nova Inglaterra seria atingido.
Apareceu um pequeno artigo sobre a aproximação da tormenta na página 27 do New York Times no dia seguinte. Ninguém realmente acreditava que o furacão chegaria até Nova Inglaterra. Furacões só aconteciam nos trópicos. Aparentemente até mesmo os meteorologistas ignoravam as estranhas condições atmosféricas que poderiam ter confirmado o fato de que a tempestade estava se dirigindo para Nova Inglaterra. "Não pode acontecer aqui", eles pensavam; mas aconteceu. Fechar os ouvidos não impediu a tempestade!

Precisamos ser cuidadosos para não fazermos como o povo de Nova Inglaterra em 1938. Temos de manter nossos ouvidos abertos às advertências que Deus nos dá por meio da Bíblia e do Espírito Santo. Mesmo que às vezes não gostemos do que Deus diz, não devemos ser tão tolos em pensar que fechando os ouvidos evitamos que as coisas aconteçam.

domingo, 12 de janeiro de 2014

95 TESES DE LUTERO


1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.
7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.
15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.
18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.
20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa[1], pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?
30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.
34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.
36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.
37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina[2].
39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.[3]
40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.[4]
41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.[5]
42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.[6]
44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.

45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
    
Dia 15 postarei as outras 40

sábado, 11 de janeiro de 2014

OS CRAVADORES E OS PEGADORES

Haverá uma parte igual para os de cada grupo - uma parte para os que foram à batalha, e outra para os que tomaram conta do equipamento. I Sm. 30:24 (A Bíblia Viva).

Um livro que fala das condições de trabalho nos estaleiros britânicos menciona duas classes de operários; uma é conhecida como os "cravadores" e a outra como os "pegadores". Sabemos quem são os cravadores. Os golpes ensurdecedores de seus martelos de ar comprimido soam de cada nova embarcação que está sendo fabricada. Os pegadores, cujas tenazes agarram os parafusos de aço aquecido ao rubro e os deixam prontos para o uso dos cravadores, fazem um trabalho menos emocionante e aclamado.

Os dois tipos de operários são semelhantes aos cristãos que labutam na causa do Senhor. Alguns, como os cravadores, parecem trabalhar à luz dos refletores e recebem toda a glória. Outros, como os pegadores, não fazem nenhum alarde mas são absolutamente essenciais para a realização do trabalho, embora recebam pouco ou nenhum crédito.

Na parábola dos trabalhadores, os operários que foram contratados de manhã concordaram em trabalhar na vinha por um denário - o pagamento normal de um dia de trabalho. Os que foram contratados mais tarde, inclusive os da undécima hora, receberam a garantia de que obteriam um pagamento justo. No fim do dia, quando o proprietário efetuou o pagamento dos trabalhadores e deu aos que chegaram por último a mesma quantia dada aos que haviam trabalhado o dia todo, aqueles que tinham trabalhado mais tempo reclamaram que deveriam ter recebido mais. Essa parábola, explicou Jesus, representa o reino dos Céus.

Não devemos supor que no dia em que for dada a recompensa, aqueles que trabalharam mais se queixarão de que a vida eterna não é suficiente e de que deviam receber mais "pagamento". A questão é que todos os salvos receberão a mesma recompensa - a vida eterna.

Suponho que alguém insatisfeito com essa recompensa nem mesmo estaria vivo para recebê-la. Todos nós, tenho certeza, ficaremos felizes até mesmo com o fato de termos sido salvos para a eternidade. Se alguns nesta vida receberam mais crédito que outros, o que é isso em comparação com o "eterno peso de glória" que será o prêmio dos fiéis? (Ver II Cor. 4:17.)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

DEUS QUER FALAR CONTIGO

Levantei chateado já pensando nos inúmeros problemas que eu tinha para resolver naquele dia.
Um gosto amargo na boca, dores pelo corpo e uma angústia esquisita me invadia a alma e dizia que eu não havia dormido bem. E eu parecia uma barata tonta, não tinha ideia de "por onde começar"...

Quando sai para a rua fui surpreendido por um dia maravilhoso, um sol gostoso iluminava um céu azul quase sem nuvens, e eu tive a impressão de que Deus queria falar comigo.

Continuei caminhando e nas árvores da praça perto de casa, dezenas de passarinhos cantavam alegres e disputavam alimentos com uma barulheira festiva,
e senti que Deus queria falar comigo.

Olhei para as flores daquele Jardim e me lembrei de Jesus falando aos antigos: "(LC 12:27) "Olhai os lírios no campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.", e mais uma vez senti que Deus queria falar comigo.

Angustiado com meus problemas que pareciam ser os mesmos sempre, parecia que eu nunca iria sair daquele círculo de aflições, quando percebi que minhas pernas estavam me levando por todos os lugares que eu queria, mesmo sem eu ordenar nada, que meus braços eram fortes e eu poderia utilizar essa força para o trabalho, e que meu cérebro possuía ainda um raciocínio muito rápido, e mais uma vez percebi que Deus queria falar comigo.

Mais a frente, vi um menino de no máximo 3 anos, com os bracinhos esticados e nas pontas dos pés pulando para alcançar uma maçã no alto de uma árvore.
Mesmo com todo o seu esforço, empenho e alegria, eu percebi que ele nunca iria conseguir alcançar aquela maçã, e nesse momento eu ouvi Deus me falar que nós somos iguais aquela criança...
Na maioria dos nossos dias colocamos nossa felicidade, nossos melhores sonhos, em lugares tão altos como aquela maçã estava para o menino.
Perseguimos frutos que não estão ao nosso alcance, e desprezamos o belo, as coisas boas que a vida nos oferece e nem damos a devida atenção.

Percebi então, quanto tempo eu estava perdendo amando quem não me amava, trabalhando onde não me sentia feliz, fazendo coisas somente para agradar quem nunca mereceu, desejando coisas que eu nem sabia se me fariam feliz, buscando um Deus da guerra para vencer meus inimigos, quando Deus é só amor.
Então compreendi que a felicidade está onde nós estamos, onde está o nosso coração..
E nesse dia eu ouvi Deus.

  Porque onde está o teu tesouro, ai estará também o teu coração. Mt 6:21

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

SEJA UM SERVO UTIL

Era uma vez um burrinho. Burrinho como os demais que viviam no pasto, e que prestavam serviços, quando necessitavam deles.

Um dia, houve grande festa naquela terra. Era feriado. Feriado nacional. Comércio fechado. Escolas sem aulas. Tudo parado.

Nas avenidas principais daquela cidade, devidamente ornamentadas, aconteceria propagado desfile militar e escolar. É que as jóias, insígnias, bandeiras, medalhas, coroas que pertenceram ao rei daquele país seriam apresentadas ao povo, esparramado pelas calçadas.

Aí precisaram de um burrinho, que transportasse, processionalmente, aqueles tesouros, que representavam história gloriosa daquela nação.

E o burrinho, de que lhes falo, foi apanhado, lá no pasto. Colocaram régios arreios sobre seus lombos, ornamentos dourados que brilhavam ao sol. Daquela manhã engalanada e festiva. Encimando aqueles arreios, dispostas com muita arte e gosto, as preciosas jóias reais. No desfile militar, o pacato quadrúpede ocupava lugar de destaque, comandando a parada.

Rojões espocavam, a multidão aplaudia, a tropa se perfilava, numa alegria contagiante, que deslumbrava e emocionava.

Acabado o desfile, retiraram as jóias que o burrinho carregava, os arreios dourados, os adereços todos, e ele foi levado de volta ao pasto, sem maiores formalidades.

Lá chegando, o burrinho começou a conversar com os outros burricos, seus companheiros. Disse ele, vaidoso:

- Vocês viram o que me aconteceu? Andei pelas avenidas da cidade, nesta manhã. E quando eu passava, soltaram fogos e foguetes, houve aplausos de todos os lados, uma beleza: Até soldados perfilaram-se, em continência, enquanto bandas de música celebravam a festança. Vejam como eu sou importante! Vejam!

Aí, um outro burrico, que ouvia aquela bazófia do companheiro gabola, desafiou-o:

- Se você é tudo isso que está dizendo, tenha a coragem de retornar as avenidas, por onde passou. Vá. Eu quero ver o que acontecerá!...

O burrinho vaidoso aceitou o desafio. Foi. Mas quando ele passava, apesar da cadência de seu passo garboso, moleques atiraram-lhe pedras, populares enxotaram-no aos gritos, brandindo relhos e chicotes, numa correria bárbara.

Cansado, resfolegando, envergonhado, assustadíssimo, o burrico retornou ao pasto, onde encontrou seus amigos, que o receberam, com desprezo e com desdém.

- E agora, o que dizes?, perguntaram-lhe, com zombaria. Então o burrinho vaidoso, cabisbaixo, filosofou:

- É. É verdade. Eu não tinha importância alguma. Eu sou igualzinho aos outros burrinhos. Só fui aplaudido enquanto carreguei as jóias do rei...

Linda lição! para nós. Para cada um de nós, hoje. Nela reflitamos, com humildade, na presença santíssima do Rei, de quem somos servos, tantas vezes inúteis...

sábado, 4 de janeiro de 2014

EM QUE VOCE É SUPERIOR



"Tu és o meu Deus, render-te-ei graças; tu és o meu Deus, quero exaltar-te" (Salmos 118:28).
Rainha Vitoria, após ouvir um de seus capelães pregar em Windsor, sobre a Segunda Vinda de Cristo, disse: "Oh, como eu desejo que o Senhor Jesus volte durante minha vida". "Por que sua majestade sente, com tanto fervor, esse desejo?" perguntou o pastor. Com um semblante iluminado por grande emoção, a Rainha respondeu: "porque eu adoraria colocar minha coroa a Seus pés." (Rev. G. Eckman)

O que possuímos de grande importância? Qual o motivo de nossa vaidade? O que nos faz pensar que somos superiores ou melhores que os outros? Seja qual for a nossa resposta, seria maior que a bênção de ter Jesus no coração?

Se o nosso sonho é ter muito dinheiro e muitos bens, é esse desejo maior do que o de caminhar no centro da vontade de Deus? Se o nosso propósito maior é alcançar sucesso e chegar ao ponto máximo de nossa carreira profissional, seria esse propósito maior do que ser guiado pelo Senhor e chegar ao lugar por Ele determinado para nossa felicidade?

Como seria bom e como seríamos felizes se todos os nossos sonhos e todos os nossos objetivos de vida se resumissem a fazer o que o Senhor deseja que façamos, alcançar tudo que o Senhor tem preparado para nós, andar pelos caminhos abençoados que Ele nos preparou até que nos chame para com Ele estar, no Céu de glória, por toda a eternidade.

A conhecida rainha britânica compreendia que seu reinado não era o mais importante e sim o reinado do Senhor sobre sua vida. Ela era a senhora da Inglaterra, mas, Jesus era o Senhor de toda a terra. Ela era amada por seus súditos, mas, principalmente, pelo Deus a quem ela amava e servia. Ela era muito importante como soberana de uma grande nação, mas, era mais importante ainda por ser filha de Deus.

Que possamos entender que tudo que temos de importante não tem importância alguma diante da importância de ter Jesus em nossos corações.

O que você possui de mais importante?
 Bruno Barbosa

A MENINA E A BONECA FEIA


 Ouvi uma história muito bonitinha outro dia, a respeito de uma menina que sonhou ganhar uma boneca nova no Natal.

        Ela "namorou" a boneca muitas vezes na vitrine da loja e fez questão de mencionar seu desejo em frente de toda família pra ver se alguém se comovia. O Natal chegou e, para sua surpresa, a boneca veio muito bem embrulhada num pacote cheio de laços vermelhos e dourados.
        - Obrigada vovó, você é mesmo demais.

        A festa foi se desenrolando, as horas passando até que a garotinha começou a ficar sonolenta. Ela juntou ao seu redor todos os presentes que havia ganhado, mas não conseguia se acomodar. Foi então que ela desapareceu da sala. A vovó saiu a sua procura e a encontrou em seu quarto, agarrada a sua velha bonequinha, com feições desmaiadas, pouco cabelo e sem um braço.

        - Parece-me que você não gostou tanto assim de sua nova boneca! Veio dormir com sua boneca velha., perguntou a vovó da menina.
        - Vovó, eu adorei a boneca nova, mas sabe, ela é tão linda que qualquer pessoa pode amá-la, esta aqui não tem ninguém para amá-la, senão eu., respondeu a menina.

        Achei que esta história poderia nos ensinar alguma coisa sobre aceitação das limitações e dos defeitos - feiuras - dos outros. Uma amiga me deu um quadrinho que diz: "Amiga é alguém que sabe tudo sobre você e ainda gosta de você." É tão fácil amar o amável, o belo, o bondoso.

        Quando você tiver dificuldade de aceitar e amar alguém lembre-se que Deus o aceita como você é e o ama "apesar de você".

       Há alguém no seu dia-a-dia difícil de engolir? Pois decida a amá-lo. Amar é muito mais uma decisão do que uma emoção. Decida primeiro que a emoção virá depois.
Como quereis que as pessoas vos façam, fazei-o vós também a eles. Lc 6:31
Regina Maura